Trabalhar por uma educação livre e amorosa, como é a missão da ABPE, é como remar contra a corrente num mundo de consumo e descartabilidade. Mas ainda assim estamos certos das potencialidades humanas, que hão de vencer as resistências do materialismo reinante, desabrochando num mundo melhor.


A Universidade Livre Pampédia, em parceria com a ABPE, está se construindo com muita garra da equipe, com muita simpatia dos professores e alunos ligados a nós, com muitas ideias inovadoras. Mas encontra como sempre obstáculos financeiros e os desafios da indiferença.


Um projeto de educação como o nosso tem que se fazer ouvir no meio de uma enxurrada de informações, apelos, comerciais, frases soltas, estímulos dos mais

Você pode fazer a diferença

 DORA INCONTRI | 16.06.15

   EAD 

 

diversos. O mundo hoje é poluído de muitas imagens, de muitos pensamentos, de muitos apelos. A maioria apenas com o objetivo de vender, a maioria carecendo de consistência, a maioria sem sentido. Muitos agressivos, muitos vazios, muitos confusos. Principalmente no mundo virtual, tudo isso comparece e as pessoas não conseguem se focar, não conseguem distinguir o que serve o que não serve e muitos menos se as fontes são confiáveis ou não.

 

Chamar a atenção para um projeto como o nosso e conseguir que as pessoas fixem essa atenção e queiram participar e achem tempo para isso – são os desafios que temos. Parece que vivemos num momento sem espaço para a reflexão séria, para a ação concreta, em que só uma curtida de Facebook já significa uma participação efetiva em alguma ideia.

 

Por isso mesmo, nesse momento, precisamos que os associados da ABPE se engajem na proposta da Universidade Livre Pampédia. Como? Divulgando a ideia e os cursos, inscrevendo-se neles, chamando pessoas para serem associados, convidando amigos para fazerem nossos cursos! É o boca a boca, é a militância de todos em prol da grande causa da Educação!


Isso significa que você pode fazer uma diferença em todo esse processo, sendo alguém que não apenas está contribuindo financeiramente por mês para o projeto, mas também sendo uma voz lúcida e atuante nos meios virtuais e presenciais que frequenta!


Venha conosco para uma revolução pedagógica e espiritual!

 
E nasce uma Universidade… 

 DORA INCONTRI | 14.05.15

 

A história da ABPE começou dentro de uma Universidade, a Universidade Santa Cecília, em Santos, (Unisanta), onde em 2004, foi realizado o 1º Congresso Brasileiro de Pedagogia Espírita e alguns meses depois deu-se lá o nascimento da própria Associação Brasileira de Pedagogia Espírita, no dia 28 de agosto de 2004. Em 2005, dia 12 de março, lá mesmo na Unisanta, em convênio com a ABPE, começou a primeira turma de pós-graduação em Pedagogia Espírita, e algumas das pessoas que estavam nessa classe, estão até hoje conosco ou mais distantes, mas a maioria, militando pela causa de uma nova Educação, que trabalhe com espiritualidade, amor e liberdade…


Em 2015, começou a 11ª turma da pós, mas a 1ª pela Universidade Livre Pampédia, pois a ABPE está gestando um projeto de Universidade. Não nos moldes tradicionais. Com nosso ideário de educação de vanguarda, livre, interdisciplinar, que inclui a

espiritualidade, como objeto de pesquisa e como compromisso, não poderíamos pensar dentro do modelo que está aí. Estamos lançando algo inédito, experimental, a ser construído nos próximos anos, com a participação de uma pequena equipe (por enquanto), de uma grande rede de professores, amigos, simpatizantes e de patrocinadores (que, se Deus quiser, virão nos apoiar, além dos que já nos apoiam).

 

A Universidade Livre Pampédia nasce da ABPE, mas a ultrapassa. A ABPE continua sua militância pela Pedagogia Espírita, mas como a Pedagogia Espírita trabalha com a inter-religiosidade, o projeto da Universidade Livre Pampédia não se diz espírita, mas inter-religioso. A matriz de ideias que alimenta a Universidade vem de Comenius, Rousseau, Pestalozzi, Kardec, Eurípedes, Herculano e outros, e se enraíza na fundamentação da Pedagogia Espírita, sem limitar-se ao espiritismo, porque quer falar com espíritas e não-espíritas, quer se situar num patamar de universalidade, sem trair nossas heranças.

 

Antes da ABPE e antes das pós, nasceu a Editora Comenius, em 1998. E ela tem feito a semeadura das ideias pedagógicas, filosóficas, científicas, espíritas ou além do espiritismo, através dos livros, consistentes, bem cuidados, comprometidíssimos com uma produção séria, mas nunca pedante, do conhecimento.

 

Agora, quando se lança a Universidade Livre Pampédia, a editora universitária já existe, na verdade, precedeu a própria Universidade e lhe deu lastro para surgir, ancorada em ideias sólidas, bem trabalhadas, em rede com muitos que estão pensando uma nova educação e um novo mundo.

 

Para que a Universidade Livre Pampédia – esse passo histórico, gigantesco, ousado, desafiador, seja dado com segurança, sem possibilidade de queda e retrocesso, precisamos agir com a seriedade e compromisso, que já temos demonstrado no caminho; precisamos do apoio dos associados, dos amigos, dos que acreditam numa ideia dessas; precisamos da fé inquebrantável, que não se deixa assustar pelas inúmeras e imensas dificuldades sempre à vista. Mas, sabemos, que um dia, tudo isso será história. E teremos a consciência de ter dado uma contribuição significativa para o projeto de ensinar tudo a todos, numa educação universal para aqui e para a eternidade, como queria Comenius.

 
Frutos do Congresso 2015

DORA INCONTRI  | 19.06.14

Entre os objetivos que nos animam a movimentar os Congressos promovidos pela ABPE está a produção de conhecimento.
Os livros ficam para a história…
Os Anais do Congresso saíram em edição trilingue: português, espanhol e inglês. Aí foram publicados os resumos de todas as palestras e trabalhos apresentados.
Entre os livros que ficarão para a história do II Congresso Internacional de Educação e Espiritualidade estão:

 

Educação, Espiritualidade e Transformação Social
ORG. Dora Incontri

Este livro reúne artigos de educadores, pensadores, pesquisadores de diversas áreas, que estiveram presentes no II Congresso Internacional de Educação e Espiritualidade e V Congresso Brasileiro de Pedagogia Espírita, realizados em abril de 2014. A temática do evento foi justamente o título desta obra. Reflexões teóricas, exposições de experiências práticas, proposições e estudos históricos aparecem aqui, sempre fazendo interfaces interdisciplinares e invocando humanismo, pensamento de vanguarda e, sobretudo, buscando uma educação transformadora e libertadora do ser humano. A proposta é buscar as interconexões entre uma prática pedagógica alternativa à formatadora educação tradicional, a inclusão da espiritualidade como dimensão reconhecidamente humana e o engajamento em mudar a sociedade.

 

Pampaedia - A Educação Universal

Jan Amós Comeniu
 

A Pampaedia é um dos livros geniais do grande educador checo Jan Amos Comenius (1592-1670), cujos manuscritos ficaram perdidos até as primeiras décadas do século XX. Publicado em latim em 1966, desde então tem sido traduzido para outras línguas. A presente versão foi feita por Joaquim Ferreira Gomes, em 1971, na Universidade de Coimbra, e é a primeira vez que essa obra é oferecida ao público brasileiro. A Pampaedia faz parte da Deliberação universal acerca da reforma das coisas humanas, que engloba vários projetos de Comenius para a melhoria do mundo. Entre eles, o mais importante, para o próprio Comenius, seria o de mudar a Educação. Ensinar tudo a todos totalmente não é um devaneio, mas uma proposta atualíssima de ensejar a todos os seres humanos uma Educação integral, que permita o pleno desenvolvimento de suas capacidades.
 

 
Congresso 2014

DANI  | 11.04.14

Educação, Espiritualidade e Transformação Social

17 a 20 de Abril de 2014


Contando a História
Compartilhando experiências
Propondo projetos

O resgate da espiritualidade na Educação deve ser pensado no contexto da sociedade contemporânea, com suas injustiças, intolerâncias e exclusões, de que a escola tradicional faz parte com seu sistema formatador de consciências. Não podemos aderir a uma suposta espiritualidade que favoreça a alienação dos prementes problemas sociais que assolam o planeta e se encaminhe pelo obscurantismo fanático e intolerante.

Mas também é empobrecedor lutarmos por uma sociedade mais justa e fraterna, excluindo uma das dimensões essenciais do ser humano, que é a sua transcendência. Onde e como espiritualidade, propostas pedagógicas de vanguarda e ativismo político e social dialogaram na história e se propõem a dialogar atualmente? Nem sempre temos uma espiritualidade engajada socialmente e nem sempre tempos uma militância social que leve em consideração o aspecto espiritual do ser humano.

Como fazer uma educação que contemple o ser em sua integralidade, proporcionando-lhe ao mesmo tempo a oportunidade de transcendência e a ação transformadora do mundo?

10º Pós em Pedagogia Espírita

RITA FOELKER  | 08.02.14

 

Em março deste ano, inicia-se a décima turma do curso de Pós-Graduação em Pedagogia Espírita (T10) pela ABPE em parceria com Pampédia Educação e certificação pela Unisanta. Pela Pós, já passaram mais de 200 alunos. Muitos deles, vindos de outras profissões, apaixonaram-se pelos temas da Educação e deram novos rumos à sua carreira.
Quem conhece essa história desde o início é Dora Incontri, que não apenas nos relatou um pouco do começo de tudo, mas também falou da proposta e da própria razão de ser do Curso.

Rita: Dora, qual é o maior diferencial da Pedagogia Espírita, quando comparada a outras pedagogias?

Dora: Digo sempre que a Pedagogia Espírita tem várias pedagogias primas e irmãs, porque ela está na linha que vem de Rousseau e Pestalozzi e muitas propostas educacionais dos últimos 200 anos tiveram essa mesma influência. Então, é uma pedagogia que dialoga muito bem com os clássicos, já que Kardec foi discípulo direto de Pestalozzi. Mas dialoga também com as experiências educacionais alternativas contemporâneas, já que Eurípedes Barsanulfo foi o primeiro a propor uma prática pedagógica espírita, muito progressista na época e alinhada ainda hoje com as ideias inovadoras de educação. O diferencial, porém, em relação a todas essas outras pedagogias primas ou irmãs, é que a Pedagogia Espírita tem o enfoque da espiritualidade na educação (espiritualidade essa, trabalhada de forma plural) e a premissa de que a criança é um ser reencarnado.

Rita: Pode nos contar como surgiu originalmente a ideia de se criar um curso de Pós-Graduação em Pedagogia Espírita? Em que ano foi e quanto tempo ela levou para se concretizar?

Dora: A história da Pós é longa. Acho que podemos dizer que ela começou embrionariamente em alguns cursos de extensão que eu dava desde 1996, primeiro na FEESP, no tempo da Julia Nezu, depois quando fundamos a Editora Comenius, na rua Estado de Israel, em 1998. Daí, já demos o passo para a Universidade Santa Cecília, primeiro como extensão, lá pelo ano de 2000. Quem nos conduziu para lá foi o médico homeopata José Nilson Freire. A partir dessa turma que frequentava e dava aulas no primeiro curso de extensão da Unisanta, nasceu o I Congresso de Pedagogia Espírita, em 2004 e a própria Associação Brasileira de Pedagogia Espírita no mesmo ano. Em março de 2005, estávamos lançando na Unisanta a primeira turma da pós. Desde lá, passamos por vários locais onde ministramos o curso, - algumas turmas com a certificação da Unibem, de Curitiba, outras com a Unisanta, a ponto da Claudia Mota, uma das coordenadoras da ABPE, brincar dizendo: “há pós-graduações presenciais, à distância… e nossa é itinerante!” De qualquer forma, enfrentando inúmeras dificuldades de local, de finanças (muitos espíritas criticam por cobrarmos, mas sempre temos prejuízo), de oposições várias, acho que hoje a Pós é uma conquista. Vamos agora para a 10ª turma e, embora, ainda e sempre, enfrentemos dificuldades, os resultados são promissores. Em que sentido? Justamente no sentido que a Pós faz para aqueles que a cursam - sentido existencial, sentido pedagógico, sentido espiritual. Todos os que saem do curso se afirmam altamente e intimamente impactados - isso é processo educativo!

Rita: Na concepção original de Herculano Pires, Educação Espírita é uma forma de educação integral e contínua. Quer dizer eu ela não existe apenas no ambiente escolar. A Pedagogia Espírita se propõe a tornar isso factível? Como?

Dora: Exatamente essa é a ideia do curso, por isso ele não se dirige apenas a professores profissionais, mas a qualquer interessado. A Pedagogia Espírita pode ser aplicada no centro espírita, em ONGs, na família, nas relações de trabalho e em todas as áreas do conhecimento. Porque se trata de encarar a vida de modo pedagógico, entender o outro e a si mesmo como seres com infinitas potencialidades, que precisam ser despertadas, através de relações de amor e não de poder, de estímulos para o saber integral e integrado e não com informações fragmentárias e inúteis, como são as que recebemos na escola tradicional. A Pedagogia Espírita, como trabalhamos na linha de Eurípedes, Anália Franco, Herculano Pires, Ney Lobo, abre um universo de ideias, de conexões, de espiritualidade e uma nova compreensão do próprio espiritismo.

Rita: O que você espera como resultado mais positivo da atuação das pessoas que se formaram, no meio onde se encontram e na sociedade, como um todo?

Dora: Que sejam pessoas questionadoras, críticas, idealistas, militantes por um mundo mais humanizado e por uma educação que promova o que costumo chamar de “a abolição da escravatura das crianças”. Mas também abolição da escravatura dos adultos, pois nesse mundo de poderes, hierarquias, consumo e dinheiro, em que pessoas e relações são descartáveis, todos se tornam escravos do sistema. O curso pretende inquietar, quebrar paradigmas, lançar o indivíduo em nova esfera de reflexão e ação no mundo. Algumas poucas pessoas não aguentam, quando veem seus dogmas ruírem. Mas a maioria passa pela prova de fogo e sai transformada.

Rita para Kátia Del Giorno: Como foi estar na T1, a primeira turma da Pós? Como era o relacionamento com os colegas? Quais eram suas expectativas ao se matricular e o que mudou em sua vida, ao concluir o curso?

Kátia (T1): Eu já vinha acompanhando, fazia algum tempo, o desenvolvimento da proposta da Pedagogia Espírita, havia participado do movimento pela fundação da ABPE e do 1º Congresso. Por isso, foi uma dupla realização pra mim, fazer parte dessa história como aluna da 1ª turma e ao mesmo tempo testemunhar mais uma possibilidade de abertura para a discussão e partilha dessas ideias dentro do espaço acadêmico.

Alessandro Bigheto com a turma 9, em andamento.

Todos tínhamos muitas expectativas, o grupo era bastante heterogêneo, isso possibilitou trocas muito interessantes e outras perspectivas ao observar as questões da educação e da pedagogia. Para mim, pessoalmente, possibilitou inúmeras descobertas que impactaram, não só meu percurso profissional mas, principalmente, existencial.

 

Rita para Luísa Módena Dutra: A Pedagogia Espírita não se aplica somente aos espíritas. Como o curso abordou aspectos do ensino inter-religioso para crianças e adolescentes? Isso transformou seu jeito de pensar ou você já tinha afinidade com a proposta inter-religiosa sendo aplicada à educação?

Luísa (T5): Ao longo de todo o curso entramos em contato com ideias, pensamentos e olhares que fundamentam a proposta do ensino inter-religioso. Aliás, o próprio conceito de Espiritismo já carrega em si o caráter inter-religioso. Para além dele, na Pós, também temos a oportunidade de conhecer as diferentes crenças e tradições a partir da vivência e do estudo de quem as tem, e, não apenas, a partir do “olhar de fora”. Temos encontros, por exemplo, com sheiks, monges, umbandistas, protestantes, católicos etc. Toda a concepção filosófica da Pedagogia Espírita carrega genuinamente a inter-religiosidade como requisito básico e primordial para a prática de um diálogo construtivo e respeitoso, da vivência de uma educação verdadeira.
Foi na Pós-Graduação que entrei em contato com esse termo de forma mais criteriosa. Nasci em família espírita e sempre senti grande naturalidade no diálogo - e até mesmo na prática de alguns ritos - com outras religiões. No curso encontrei parâmetros e fundamentação para organizar esse pensamento, e ampliá-lo, multiplicá-lo, aplicá-lo...

Rita para Danielle Morais Feitosa: Você utiliza ainda hoje os conhecimentos que adquiriu e as reflexões proporcionadas pelo Curso de Pós em Pedagogia Espírita? Ele mudou sua forma de pensar e sua prática?

Danielle (T7): Sim! Pelo menos eu procuro usá-los. O curso de Pós-Graduação em Pedagogia Espírita abre novas perspectivas de visão integral do conhecimento porque a sua linha de disciplinas traça constantemente pontes entre a Educação e a Filosofia, a História, a Psicologia, a Arte, a Religião e a Ciência.
Consequentemente isso te faz olhar, antes de tudo, pra si mesmo, e para o que te move a ter (ou não) uma postura de educação para com o outro (seja ele aluno, marido, irmão, amigo…) para com a vida, para com o mundo.

Rita para Maurício Zanolini:O que a participação na Pós acrescentou de mais positivo à sua vida?

Maurício (T4): O curso de Pedagogia Espírita ampliou consideravelmente minha visão de mundo. Passei a ver as implicações sociais do Espiritismo e o consequente poder de transformação que essa visão carrega, entendi que a educação é a última fronteira da liberdade e, por isso mesmo, o único caminho para um mundo justo. Como resultado disso trabalhar pela educação e pela Pedagogia Espírita passou a ser a minha audácia.