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O que não é1) A pedagogia espírita não é uma proposta de catequese do espiritismo. Por quê? Porque catequizar é impor princípios, é modelar mentes, é doutrinar numa determinada linha de pensamento, sem debate, abertura e liberdade de opção. Isso se opõe aos princípios do espiritismo e, conseqüentemente, da pedagogia espírita, que são princípios de liberdade de consciência, de autonomia de julgamento e de construção pessoal de visão de mundo. 2) A pedagogia espírita não é a Evangelização em geral praticada nos centros espíritas. Por quê? Por dois motivos: • o próprio termo evangelização (e não só o termo, mas a prática geralmente assumida) significa catequese e doutrinação. Ensinar a pensar – que é o objetivo de uma verdadeira educação – nada tem a ver com uma evangelização, no sentido tradicional do termo, que aliás, se deriva de práticas das religiões tradicionais. Isso não quer dizer que a pedagogia espírita não tenha por meta elevar moralmente o educando ou que se afaste da proposta pedagógica de Jesus. Muito ao contrário. A pedagogia do Cristo não era impositiva e catequética, mas amorosa e respeitadora da liberdade de consciência, contagiante em sua elevação moral • a metodologia adotada pela maioria dos centros espíritas para a prática da evangelização não é a proposta pela pedagogia espírita, porque se trata de métodos tradicionais, com pouca autonomia e participação e quase nenhuma escolha livre dos educandos. 3) A pedagogia espírita não se aplica apenas a adeptos do espiritismo. Por quê? Se a pedagogia espírita respeita a liberdade de consciência do educando (e de suas famílias), ela não pode ter um caráter sectário de se dirigir apenas a espíritas ou, o que seria pior, pretender fazer de todos os educandos adeptos do espiritismo. Tal intento seria contraditório com a própria definição de pedagogia. Pressupõe-se que qualquer pedagogia seja universalmente aplicável a todos os seres humanos, independente de suas etnias, religiões, sexo ou qualquer outra diferenciação. Uma pedagogia que se aplicasse apenas a uma parcela da humanidade (e no caso dos espíritas, uma parcela ainda bem pequena), seria incoerente por natureza. |